top of page

TAG - Transtorno de Ansiedade Generalizada

Atualizado: 22 de nov. de 2022

A ansiedade é uma reação normal diante de situações que podem provocar medo, dúvida ou expectativa. É considerada normal a ansiedade que se manifesta nas horas que antecedem uma entrevista de emprego, a publicação dos aprovados num concurso, o nascimento de um filho, uma viagem a um país exótico, uma cirurgia delicada, ou um revés econômico. Nesses casos, a ansiedade funciona como um sinal que prepara a pessoa para enfrentar o desafio e, mesmo que ele não seja superado, favorece sua adaptação às novas condições de vida.


O transtorno da ansiedade generalizada (TAG), segundo o manual de classificação de doenças mentais (DSM.IV), é um distúrbio caracterizado pela “preocupação excessiva ou expectativa apreensiva”, persistente e de difícil controle, que perdura por seis meses no mínimo e vem acompanhado por três ou mais dos seguintes sintomas: inquietação, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, tensão muscular e perturbação do sono.

É importante registrar também que, nesses casos, o nível de ansiedade é desproporcional aos acontecimentos geradores do transtorno, causa muito sofrimento e interfere na qualidade de vida e no desempenho familiar, social e profissional dos pacientes.


O transtorno da ansiedade generalizada pode afetar pessoas de todas as idades, desde o nascimento até a velhice. Em geral, as mulheres são um pouco mais vulneráveis do que os homens.




Os sintomas podem variar de uma pessoa para outra. Os mais comuns são:


  • Preocupações e medos excessivos;

  • Visão irreal de problemas;

  • Inquietação ou sensação de estar sempre “nervoso”;

  • Irritabilidade;

  • Tensão muscular;

  • Dores de cabeça;

  • Sudorese;

  • Dificuldade em manter a concentração;

  • Náuseas ou queimação no estômago;

  • Necessidade de ir ao banheiro com freqüência;

  • Fadiga e sensação de cansaço constante;

  • Dificuldade para dormir ou manter-se acordado;

  • Surgimento de tremores e espasmos;

  • Ficar facilmente assustado.


É importante não confundir o transtorno de ansiedade generalizada com os sentimentos comuns de medo e ansiedade. Para considerar um diagnóstico, os sintomas do transtorno de ansiedade generalizada devem estar presentes por, pelo menos, seis meses e causar desconforto ou prejudicar a rotina da pessoa e/ou seu relacionamento social, familiar e de trabalho.


O diagnóstico não deve ser feito com pressa, pois há risco de identificar errado os sintomas, o chamado “falso positivo”. A hipótese do TAG estar relacionado com outras doenças psiquiátricas – como depressão, transtorno obsessivo e transtorno de pânico – deve ser avaliada também.


O tratamento do TAG inclui o uso de medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos, sob orientação médica, e a terapia comportamental cognitiva. O tratamento farmacológico geralmente precisa ser mantido por seis a doze meses depois do desaparecimento dos sintomas e deve ser descontinuado em doses decrescentes.


A causa exata do Transtorno de Ansiedade Generalizada não é totalmente conhecida, mas uma série de fatores – incluindo genética, química do cérebro e elementos estressores ambientais – podem contribuir para o seu desenvolvimento.


Em relação à genética, algumas pesquisas sugerem que o histórico familiar desempenha um papel relevante. Fatores hereditários podem aumentar a probabilidade de uma pessoa desenvolver o Transtorno. Isso significa que a tendência para desenvolver TAG pode ser transmitida hereditariamente.


A Ansiedade Generalizada tem sido associada ao funcionamento anormal de certas células nervosas que conectam regiões cerebrais específicas envolvidas no pensamento e na emoção. Essas conexões de células nervosas dependem de produtos químicos chamados neurotransmissores que transmitem informações de uma célula nervosa para a próxima. Se as vias que conectam regiões específicas do cérebro não funcionam de forma eficiente, os problemas relacionados ao humor ou à ansiedade podem aparecer.


Medicamentos, psicoterapias ou outros tratamentos que são pensados ​​para “ajustar” esses neurotransmissores podem melhorar a conexão entre circuitos e ajudar a melhorar os sintomas relacionados à ansiedade ou à depressão.


Traumas e eventos estressantes podem contribuir para o aumento da ansiedade. O Transtorno de Ansiedade Generalizada também pode piorar durante os períodos de stress, e alguns fatores ambientais podem contribuir para o aumento dos níveis de ansiedade, são eles:


  • Estresse no trabalho, escola ou outros ambientes de alta pressão;

  • Lidar com o abuso, violência, assédio moral e outros traumas;

  • Morte de um ente querido, divórcio e luto ;

  • Situações de grandes mudanças na vida como casamento, mudanças de emprego, escolas ou mesmo cidade e país;

  • Questões relacionados, tais como depressão, transtornos alimentares e abuso de substâncias químicas;

  • Efeito colateral de medicamentos ou substâncias como drogas, álcool, cafeína e nicotina;

  • Problemas financeiros ou desemprego;

  • Relacionamento difícil com o parceiro, membro da família ou amigos.


Não existe uma receita ou fórmula mágica para prevenir a ansiedade generalizada, mas é possível ter uma vida mais saudável que ajudará a manter a ansiedade longe do dia a dia. Exercícios físicos, alimentação regrada, dormir bem (pelo menos 7 horas por noite), não beber e ter uma vida social ativa, são pontos que ajudam a manter esse distúrbio distante da rotina.




Thalita Gomes

Psicóloga

CRP: 103709



6 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Comentários


bottom of page